Em dezembro de 2024, Nikola Jokić escreveu mais um capítulo memorável na NBA: 104 pontos em dois jogos, performances históricas de Jokić que o colocaram ao lado de lendas como Wilt Chamberlain. Momentos assim nos lembram como o talento pode ultrapassar o óbvio. E, em alguns casos, ultrapassa até as quatro linhas da quadra. Sim, tem jogador que, além de cestas, também coleciona batidas, rimas e melodias. E faz isso com propriedade. A seguir, listamos cinco nomes da NBA que não se contentaram em ser apenas atletas. Eles também exploraram o mundo da música, cada um à sua maneira, com histórias que vão do rap ao eletrônico, das plataformas digitais aos festivais.
1. Shaquille O’Neal – O pioneiro do rap entre os gigantes
Muito antes da NBA abraçar de vez a cultura hip-hop, Shaquille O’Neal já era uma figura presente entre microfones e batidas. Em 1993, lançou seu álbum de estreia, Shaq Diesel, que vendeu mais de um milhão de cópias e se tornou disco de platina — um feito inédito entre jogadores da liga.
Além do sucesso comercial, Shaq ainda lançou outros três álbuns e fez participações em faixas com nomes como Notorious B.I.G. e Jay-Z. Depois da aposentadoria, reinventou-se como DJ Diesel, tocando em grandes festivais de música eletrônica ao redor do mundo, como o Tomorrowland. Um ícone que atravessou gerações — e estilos musicais.
2. Damian Lillard – Líder nas quadras, autor nas rimas
Um dos armadores mais decisivos da liga nos últimos anos, Damian Lillard também se destaca no universo musical. Com o nome artístico Dame D.O.L.L.A., ele já lançou cinco álbuns de rap, com letras que vão além do entretenimento: falam sobre família, fé, luta, superação e cultura negra.
Dame é respeitado tanto pelos companheiros de time quanto por artistas renomados. Já gravou com Lil Wayne, Rick Ross e Mozzy, e foi destaque em publicações como Rolling Stone e Complex. Suas músicas acumulam milhões de reproduções, e ele se mantém ativo no estúdio mesmo durante a temporada da NBA. Para Lillard, o rap não é passatempo — é parte da identidade.
3. Marvin Bagley III – Jovem, versátil e confiante
Ainda em início de carreira na NBA, Marvin Bagley III mostrou desde cedo que também tem voz fora das quadras. Em 2019, o ala-pivô lançou seu primeiro álbum de rap, Big Jreams, com produção própria e faixas autorais.
O talento musical de Bagley não passou despercebido. Naquele mesmo ano, ele se envolveu em uma “batalha lírica” com ninguém menos que Damian Lillard — uma troca de rimas que repercutiu na mídia esportiva e musical. Embora sua carreira nas quadras ainda esteja em ascensão, Bagley já provou que também sabe usar palavras como arma de impacto.
4. LiAngelo Ball – Quando o microfone vira plano A
Irmão de Lonzo e LaMelo, LiAngelo Ball sempre viveu à sombra do sucesso esportivo da família. Mas em 2025, ele inverteu o roteiro com a música Tweaker, que viralizou nas redes sociais e levou o jogador a assinar um contrato de US$ 13 milhões com a Def Jam Recordings — uma das gravadoras mais poderosas do planeta.
LiAngelo, que teve passagens curtas por equipes da NBA, encontrou nos versos sua forma de expressão. Com um estilo trap moderno, batidas pesadas e produção profissional, seu nome ganhou força no cenário musical — e mostrou que talento, às vezes, floresce onde menos se espera.
5. Rony Seikaly – Do garrafão para as pistas eletrônicas
Ex-pivô do Miami Heat e destaque da NBA nos anos 90, Rony Seikaly construiu, depois da aposentadoria, uma das carreiras mais respeitadas entre atletas que migraram para a música. Hoje, é um DJ renomado de house e techno, com apresentações em locais icônicos como Ibiza, Burning Man e festivais internacionais.
Apelidado de “Spin Doctor”, Seikaly lançou seu próprio selo, Stranger Music, e produziu dezenas de faixas elogiadas por críticos e fãs da cena eletrônica. Para ele, a música é tão visceral quanto o esporte. “No basquete, eu sentia o ritmo do jogo. No DJ set, sinto o ritmo das pessoas”, disse em entrevista. Uma transição feita com alma — e consistência.
Mais do que atletas, artistas
Esses cinco nomes mostram que o talento pode encontrar múltiplas formas de se manifestar. Entre dribles e notas musicais, entre quadras e estúdios, eles se reinventaram sem medo. Assim como Jokić nos lembrou que ainda há espaço para o extraordinário dentro das quadras, esses jogadores provaram que fora delas também é possível surpreender — com estilo, autenticidade e paixão.
Porque, no fim das contas, seja num arremesso ou numa rima, o importante é tocar o público. E isso, eles sabem fazer como poucos.
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